sexta-feira, 7 de agosto de 2009

T.rex predador ou Carniceiro?

T.Rex predador ou carniceiro

Um dos maiores debates da Paleontologia atual refere-se aos hábitos alimentares do Tyrannosaurus rex, o mais famoso de todos os dinossauros já descobertos.

Quando foi descoberto o T.rex espantou os especialistas da época. Seu tamanho avantajado, suas mandíbulas gigantescas e seus dentes como punhais faziam desse animal uma visão impressionante. A primeira imagem que passou para os paleontólogos foi a de um animal poderoso, feroz e implacável, capaz de matar qualquer coisa viva que cruzasse seu caminho.

O problema é que a ciência não pode deixar-se levar por impressões. Até então não havia nenhuma prova científica conclusiva que comprovasse que o tiranossauro era um predador. Ainda sim a imagem do vilão pré-histórico perdurou por décadas.

Filmes, desenhos, em todos os lugares os tiranossauros eram ferozes e cruéis dinossauros sempre prontos a liquidar uma vítima indefesa.

Mas havia um homem que começava a duvidar dessa imagem. Um paleontólogo norte-americano que começou a questionar a imagem de "bad-boy" do tiranossauro. Esse homem era Jack Horner.

Horner já ficara famoso dentro da Paleontologia graças a suas descobertas e seus estudos dos ninhos e do comportamento maternal do Maiasaura, um dinossauro bico-de-pato do final do Cretáceo. Mas agora ele pretendia ir à fundo no caso do tiranossauro. Horner não acreditava em impressões e decidiu fazer ciência de verdade, procurando provas reais e não simplesmente aceitando uma idéia imposta pela aparência.

Depois de algum tempo de pesquisa Horner trouxe uma nova idéia que chocou a comunidade científica: ele acreditava ter encontrado provas de que o tiranossauro não era um predador, mas um necrófago, um carniceiro, tal como abutres e urubus, só que bem maior.

A maioria dos especialistas rejeita suas idéias. Para comprovarem a teoria do tiranossauro como predador eles também começaram uma verdadeira corrida para encontrar provas que contrariem as de Horner.

Hoje existe um grande debate, onde os dois lados apresentam idéias bem fortes, o que equilibra o jogo. A seguir tentarei resumir alguns dos pontos nos quais Horner baseia suas idéias e, logo ao lado, as provas que podem não validar os mesmos:

Sobre os membros dianteiros...

O que Horner diz:

O tiranossauro tinha braços muito curtos e fracos, incapazes até mesmo de se tocarem um ao outro. Eram praticamente inúteis. Sem ter braços fortes o tiranossauro seria incapaz de apanhar uma presa ou segurá-la durante uma luta. Sem poder segurar o tiranossauro seria incapaz de caçar.

O que dizem seus opositores:

O tiranossauro realmente tinha braços bem pequenos que, provavelmente, eram vestígios quase inúteis. Mas mesmo que não pudesse agarrar com eles o tiranossauro poderia usar suas mandíbulas poderosas. Estudos demonstraram que o tiranossauro tinha uma mandíbula 3 vezes mais potente que a dos grandes crocodilos e tubarões-brancos. Além disso seus dentes eram especialmente desenhados para segurar firme. O pescoço curto e robusto era também útil para resistir à grandes pressões. Tendo uma cabeça e um pescoço preparados para resistir ao estresse de uma presa em luta o tiranossauro não precisaria de seus braços. Hoje podemos observar essa situação em aves de rapina e crocodilos.

Sobre a capacidade de correr...

O que Horner diz:

O tiranossauro tinha costelas frágeis que poderiam se partir com facilidade. Se um desses enormes animais, que poderia pesar até 7 toneladas estivesse correndo e, de repente tropeçasse, o tombo acabaria por provocar fraturas letais no tiranossauro, levando à morte. Assim o tiranossauro não poderia se arriscar. Ele provavelmente não corria.

O que dizem seus opositores:

Fraturas podem acontecer com qualquer animal de qualquer tamanho, mesmo numa queda ou num tombo. Cavalos e veados podem fraturar uma perna com facilidade. Nem por isso deixam de ser corredores incríveis. O tiranossauro, sendo bem mais pesado, também tinha seus riscos, mas isso não poderia ser fator que o impedisse de correr.

Sobre a velocidade...

O que Horner diz:

Os membros traseiros do tiranossauro apresentam particularidades que levam a crer que ele era incapaz de correr. Os ossos da canela e da coxa são praticamente do mesmo tamanho, o que difere da maioria dos animais velocistas que apresentam ossos da canela levemente maiores que os da coxa. O tiranossauro provavelmente era um animal adaptado para andar por grandes distâncias, mas não para correr. Mesmo que corresse é provável que não fosse muito veloz.

O que dizem seus opositores:

A anatomia de um animal pode trazer grandes pistas sobre sua agilidade. Mas a maneira mais confiável de se estabelecer a que velocidade um animal poderia andar ou correr é estudando suas pegadas. A partir delas um especialista pode determinar com mais precisão a velocidade real com a qual o animal se movia. Durante anos nunca se soube de uma pegada de tiranossauro. Por isso sua velocidade era apenas estimada, baseando-se em terópodes menores. Nos anos 90 foi descoberta a primeira trilha de pegadas de tiranossauro e a partir delas pôde-se estabelecer a velocidade real do animal como tendo cerca de 15 km/h andando e 37 a 44 km/h correndo, o que é bastante bom para um animal terrestre. Sendo assim fica confirmado que o tiranossauro podia correr, e muito.

Sobre o olfato...

O que Horner diz:

Estudos internos utilizando tomografia computadorizada demonstraram que o cérebro do tiranossauro apresentava um enorme bulbo olfativo. Também mostraram que a cavidade olfativa do tiranossauro era a maior entre todas as criaturas fósseis, em proporção ao tamanho da cabeça. Esses dados indicam que o tiranossauro tinha um sentido de olfato excepcional, sendo talvez o mais importante de todos.Tendo um olfato tão bom é provável que o T.rex pudesse sentir odores à quilômetros de distância. Essa capacidade permitia ao animal detectar carcaças muito distantes. É mais um indício de que ele, na realidade, era um carniceiro.

O que dizem seus opositores:

Realmente o tiranossauro tinha um dos melhores olfatos de todos os tempos. Mas não são só os carniceiros que possuem bom olfato. Predadores também são munidos dessa capacidade, que pode ser de extrema importância para a detecção de presas potenciais.

Sobre a visão...

O que Horner diz:

Ao estudar o cérebro do tiranossauro Horner acredita que a região correspondente à visão era pequena demais. Para ele essa é uma prova de que o tiranossauro não tinha uma boa visão. Sem uma boa visão o tiranossauro teria dificuldade de conseguir caçar.

O que dizem seus opositores:

Muitos contestam as análises de Horner. Eles não consideram o tamanho do lóbulo ocular como indício único de acuidade visual. Eles lembram que o tiranossauro apresentava uma característica bastante interessante que está relacionada com a posição dos olhos. No T.rex os olhos são quase que totalmente frontais. Essa característica proporciona a chamada "visão estereoscópica", que permitia ao animal ter uma excelente noção de profundidade, distância e volume. Apesar de não indicar diretamente a acuidade visual, a visão estereoscópica nos dias de hoje está presente em animais cuja visão é muito aguçada, como aves de rapina e felinos. A visão estereoscópica é característica rara entre os animais e está presente em apenas dois tipos: predadores de topo e animais arborícolas. No primeiro caso ela é importante para calcular melhor um ataque. No segundo é primordial para se calcular um salto de um galho para o outro ou mesmo uma acrobacia, evitando uma queda iminente. O T.rex provavelmente não era arborícola. Sendo assim o motivo de apresentar tal tipo de visão seria o de ser um predador de topo em seu ecossistema. Ainda sim, mesmo que sua visão não fosse das melhores não estaria descartado como predador. A visão pode ser uma ferramenta muito útil para um predador, mas não é a única. Crocodilos, serpentes, sapos, algumas espécies de morcegos, botos, etc... não possuem uma visão muito eficiente, mas são excelentes predadores. Esses animais desenvolveram outros sentidos que suprem a carência de boa visão. Mesmo que não enxergasse bem, o tiranossauro, com seu olfato e outros sentidos poderia suprir essa necessidade.

Sobre as provas fósseis...

O que Horner diz:

Já foram encontrados coprólitos (fezes fossilizadas) de tiranossauro com restos de ossos de dinossauros e marcas de dentes de T.rex em ossos da bacia de um Triceratops, o que prova que o T.rex comia carne, principalmente de outros dinossauros. Mas não prova que ele tenha abatido tais criaturas. A presença de ossos bem triturados indica que o tiranossauro comia grande quantidade dos mesmos, característica de um carniceiro que teve de se contentar com os restos deixados por outros carnívoros, incluindo ossos.

O que dizem seus opositores:

Realmente é difícil comprovar se os animais comidos pelo tiranossauro foram, ou não, mortos por ele. Mas existem algumas provas fósseis que podem provar as capacidades predatórias do mesmo. Um esqueleto de Edmontosaurus descoberto há alguns anos apresenta uma clara marca de mordida de T.rex na cauda, o que levou a fratura de alguns ossos. O que chamou a atenção é que a região da fratura foi calcificada. Isso demonstra que o animal foi mordido ainda vivo e sobreviveu ao ataque, vivendo tempo suficiente para a cicatrização do ferimento. Por que um tiranossauro atacaria um dinossauro herbívoro vivo e forte, sabidanente uma de suas fontes de alimento, se não para abatê-lo? Nesse caso em particular o tiranossauro não teve muita sorte, pois o herbívoro conseguiu escapar.Também foram encontradas marcas de enormes mordidas em outros tiranossauros, o que mostra que tais animais travaram lutas ferozes entre si, e, às vezes, comiam uns aos outros. A famosa Sue, um dos maiores T.rex já encontrados provavelmente morreu graças ao ataque feroz de outro de sua espécie. Tais provas são conclusivas no que se refere à capacidade de matar outros animais do tiranossauro.

Com você pôde perceber as duas teorias têm fortes indícios a seu favor. Eu procurei nesse resumo mostrar os dois lados da moeda, permitindo a você tirar suas próprias conclusões.

O mais provável, na minha opinião, é que o tiranossauro era, antes de tudo, um oportunista. Se observarmos os carnívoros atuais, quase todos, com raras exceções, nunca são totalmente predadores ou totalmente carniceiros. Isso se aplica a tubarões, crocodilos, leões, hienas e abutres. Dependendo da situação eles podem agir de uma maneira ou de outra. O que vale é conseguir a comida.

Acredito que para o tiranossauro a regra também valia. Não duvido que um T.rex pudesse abater grandes hadrossauros ou mesmo ceratopsianos, os maiores e mais abundantes herbívoros de seu tempo. Mas caso tivesse azar na caça ele dificilmente dispensaria uma carcaça fácil e disponível.

É possível que quando mais jovens, os tiranossauros fossem mais ativos e ágeis. Provavelmente essa época seria sua melhor fase como predador. Com força e rapidez os T.rex adolescentes, com cerca de 10 metros de comprimento e 2,5 toneladas poderiam abater quase todo tipo de presa que encontrassem, mesmo as mais ágeis. Podem ainda ter complementado sua dieta com restos deixados por outros dinossauros carnívoros.

Conforme ficavam mais velhos, os tiranossauros ficavam maiores e mais pesados, mas também mais espertos. Mesmo que ainda capazes de caçar ativamente é possível que os T.rex adultos, os maiores carnívoros de seu tempo, usassem seu tamanho e sua aparência assustadora para espantar predadores menores, para roubar-lhes as presas. Esse tipo de situação é bastante vista nas planícies africanas. Os leões machos, grandes e assustadores são experts em usar de terror para roubar presas de leopardos, cheetas, hienas e até das leoas. Com sua atitude intimidadora eles quase sempre conseguem o que querem. Os menores, sem ânimo para enfrentar os grandalhões, quase sempre cedem seu prêmio conseguido à tanto custo.

Essa lei pode ter sido válida há 65 milhões de anos, na época do T.rex. Não se sabe de nenhum dinossauro grande o suficiente para enfrentar o rei naquele ecossistema. Com sua aparência rude, seu enorme tamanho e seu urro assustador o T.rex poderia espantar qualquer um.

Talvez, quando fosse muito velho, fraco demais para assustar alguém, o tiranossauro sobreviveria de restos que, com sorte, pudesse arranjar.

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Jurassic park 4

Sera q ira lançar? em um fonte na internet diziam q o ensaio para o filme começaria em Junho do ano passado.
Tambem dizeram q iriam lançar o filme no cinema no dia 31 de dezembro; Como no post em baixo o "Dark Continent" o filme deveria ser na cidade,onde dinos invade a cidade no segundo filme.
Se vc duvida q vai ser na cidade o proximo filme,veja o final do Jurassic Park 3, Pteranodons estavam indo em direçao a cidade.
Portando TALVEZ o proximo filme seria na cidade!
Fontes: Eu

Jurassic Park

16 anos de Jurassic Park (11/06/2009)
Hoje faz 16 anos desde o lançamento de JP, um dia muito especial para NÓS, fãs da trilogia. JP continua fazendo sucesso ao redor do mundo, encantando adultos, crianças, pessoas de todas as idades. O sucesso foi enorme à Steven Spielberg, que ele fez um 2º filme, e depois o 3º filme dirigido por Joe Johnston.
Filme Ano
Jurassic Park 1993
Jurassic Park: The Lost World 1997
Jurassic Park 3 2001
Jurassic Park 4 ????
Jurassic Park: Dark Continent
Ontem (24/03), o site JPLegacy, recebeu um e-mail. No e-mail o membro dizia que tem um amigo que trabalha na ILM (Industrial Light & Magic, responsável pelos efeitos especiais do filme) e que viu um suposto poster nas paredes anunciando JP4. E ele fotografou. Confiram abaixo:

Reparando bem, podemos ver que o poster se parece bastante com as artes mostradas nos DVDs de “O Mundo Perdido: Jurassic Park” e “Jurassic Park 3”, mas o logo e título são diferentes.
O título “Jurassic Park: Dark Continent” ou “Jurassic Park: Continente Negro” numa tradução literal, faz referência ao continente africano do período de 1700 a 1900 onde muitas pessoas perderam suas vidas por ataques de animais selvagens.
Poderia isso ser um possível enredo? Ou talvez, alguma coisa a mais para se fazer com a premissa do livro “Mundo Perdido” onde os animais aparecem misteriosamente no continente e despertam a atenção das pessoas. É difícil dizer, mas ao que tudo indica, é bem possível que o enredo lide com a premissa "dinos na cidade" dos animais deixando a ilha para o continente.
Stan Winston morre com 62 anos, o que fazia os bonecos para Jurassic Park.
Michael Crichton morreu dia "4 de novembro de 2008", escritor de Jurassic Park e de Jurassic Park: The Lost World. Morreu com 66 anos.

A volta dos Dinossauros parte 1/4

http://www.youtube.com/watch?v=Jv9t5XhdVxQ

Garras poderosas

Garras Poderosas

As garras desempenhavam funções importantes em diversas espécies de dinossauros, tanto em herbívoros como em carnívoros.

Primeiramente trataremos dos herbívoros.

Alguns ornitópodes, como os iguanodontes, tinham modificações marcantes em seus membros anteriores. Suas garras nos dedos mais longos se transformaram em cascos, o que permitia a esses animais caminhassem inclusive nas quatro patas. Seus polegares tiveram os ossos fundidos, formando uma espécie de esporão, que, provavelmente, era usado como arma de defesa.

Os gigantescos saurópodes tinham garras curvas nas patas dianteiras, no lugar dos polegares. Acredita-se que quando ameaçados, uma das táticas para rechaçar os predadores era a de ficar em pé nas patas traseiras, liberando seus membros anteriores para golpeá-los com os esporões.

As garras mais impressionantes pertenciam aos enigmáticos terizinossauros. A maior garra de todos os dinossauros pertencia ao Therizinosaurus cheloniformis (ao lado), com mais de 80 cm de comprimento.

Durante anos não se conhecia a verdadeira forma do Therizinosaurus. Imaginava-se que este era um predador poderoso, que utilizava suas enormes garras como armas letais. Através de novos estudos e novas descobertas, percebeu-se que, na verdade, este estranho animal era na maior parte do tempo um vegetariano.

Nesse caso suas garras poderiam funcionar como poderosas armas de defesa contra predadores como tiranossauros e dromeossauros.

Alguns ainda propõem que os terizinossauros complementassem sua dieta alimentando-se de cupins e formigas. Para essa tarefa as garras seriam muito úteis para destruir os ninhos desses insetos.

Entre os carnívoros as garras em geral funcionavam como armas letais. Os espinossauros, como o Baryonyx , usavam suas garras para auxiliá-los a agarrar escorregadios peixes dos quais se alimentavam. É possível também que estas mesmas garras, de até 60 cm, servissem como armas para atacar outros dinossauros, como iguanodontes.

Grandes predadores como Allosaurus e Acrocanthosaurus podem ter usado as enormes garras das patas traseiras para impulsioná-los ao longo do solo, de maneira semelhante às chuteiras dos jogadores de futebol. Já as garras dos membros anteriores eram úteis para auxiliá-los a segurar suas presas enquanto estas tentavam fugir da morte certa.

As garras mais impressionantes entre os predadores eram a dos raptores. Diferentes de outros carnívoros, os raptores usavam como principal arma suas garras letais. As dos membros anteriores eram usadas para que estes animais pudessem se agarrar às laterais de suas vítimas, enquanto que as enormes "foices" presentes em seus pés eram usadas em chutes selvagens contra o abdome das mesmas. Depois de vários golpes certeiros a barriga da presa se abria e suas entranhas se espelhavam por todo o lado. Exausta e cheia de dor, a vítima não resistia.

Os oviraptorssauros, ornitomimossauros e troodontes dispunham de garras curvas e, em alguns casos, dedos opositores, muito úteis para agarrar ovos, pequenos lagartos e mamíferos, alimento principal desses pequenos caçadores.

Velocidade dos Dinos

A velocidade dos Dinossauros

A que velocidade um dinossauro poderia se mover? A resposta para essa questão é extremamente importante. E por que é tão importante? Pois a velocidade com a qual um animal se move indica inúmeros aspectos de sua vida: se era ágil ou lento, se seu metabolismo era mais alto ou era uma criatura mais letárgica. . .

No que se refere aos dinossauros quando se fala em velocidade quase tudo é baseado em cálculos e hipóteses.

Durante muitos anos os paleontólogos acreditavam que a maioria dos dinossauros eram lentos e provavelmente só caminhavam a passos curtos. Essa idéia era alimentada com base no grande tamanho dessas criaturas. Para eles era inconcebível um animal de várias toneladas caminhar rapidamente ou até mesmo correr.

Mas novas e emocionantes descobertas começaram a mudar esse conceito. Uma das mais importantes foi a de John Ostrom nos anos 60. Ostrom desenterrou o Deinonychus, um dinossauro pequeno para os padrões do grupo mas com uma estrutura anatômica que indicava uma criatura veloz e ágil.

A partir daí os paleontólogos começaram a rever seus conceitos e passaram a analisar com maior cuidado os esqueletos de diferentes espécies e suas conclusões os espantaram.

A anatomia de um animal pode conter valiosas pistas de sua mobilidade. O comprimento dos ossos dos membros, o encaixe dos mesmos no tronco, a flexibilidade da espinha dorsal, a estrutura da pélvis, todos esses aspectos são levados em conta.

Mas talvez a melhor pista de quão rápido um dinossauro se movia são suas pegadas fossilizadas, encontradas em diferentes partes do mundo.

A distância das passadas pode indicar se o animal estava simplesmente caminhando ou se corria.

Existem fórmulas matemáticas específicas que utilizam as medidas de comprimento de cada pata, da distância entre duas marcas deixadas pela mesma pata e até noções do tamanho total do dinossauro nas quais pode-se calcular com maior precisão a velocidade com a qual se movia.

Com base em todos essas informações saiba agora quanto os cientistas acreditam que os diferentes tipos de dinossauros corriam.

Saurópodes - A maioria dos especialistas acredita que os pesados saurópodes eram criaturas mais lentas. Seus corpos volumosos, pernas grossas e espinha pouco flexível impediam que tais animais corressem a grandes velocidades. Pegadas fósseis indicam que os saurópodes caminhavam lentamente entre 5 e 7 km/h. Mas estudos recentes indicam que em caso de emergência poderiam andar mais rápido, de maneira semelhante a um elefante quando se sente ameaçado. Nesse caso poderiam esse titãs ter atingido até 20 km/h.

Anquilossauros e estegossauros - Os enormes quadrúpedes de armadura, tal como os saurópodes, dificilmente seriam capazes de correr. Suas patas são pouco flexíveis. É mais provável que caminhassem lentamente, em torno de 8 km/h. Em emergências poderiam andar rápido, atingindo no máximo, 18 km/h. Mas é pouco provável que tais animais escolhessem a fuga. Com armaduras e espigões ameaçadores, poucos predadores resistiriam a sua fúria.

Ceratopsianos - Como a maioria dos herbívoros os ceratopsianos eram lentos a maior parte do tempo. Mas como os atuais rinocerontes, suas patas possuíam articulações que proporcionavam arranques fenomenais. Os ceratopsianos poderiam em caso de perigo correr até 45 km/h, que é uma velocidade muito boa para um animal de seu tamanho.

Iguanodontes e hadrossauros - Apesar de grandes (com 3 ou 4 toneladas), esses animais não apresentavam defesas contra predadores a não ser a fuga. Apesar de caminharem tanto em duas quanto em quatro patas, esses herbívoros preferiam correr na posição bípede, onde deveriam desenvolver até 50 km/h.

Terizinossauros - Esses dinossauros semelhantes a enormes perus são ainda um grande mistério para os especialistas. Os poucos esqueletos encontrados indicam animais pesados mas de estrutura capaz de desenvolver certa velocidade. Talvez pudessem correr até 30 km/h em caso de ameaça.

Paquicefalossauros - Poucos estudos foram feitos entre esses estranhos dinossauros. Mas sabe-se que eram bípedes de pernas longas e provavelmente poderiam desenvolver velocidades altas.

Grandes carnívoros - Durante anos tentou-se determinar qual a velocidade desses ferozes gigantes, uma vez que tal dado poderia comprovar ou não se eram realmente predadores ou simples carniceiros. Com dados mais recentes acredita-se que alguns dos maiores como os Tyrannosaurus e Acrocanthosaurus podem ter caminhado a cerca de 11 km/h e ao correrem podem ter atingido entre 45 e 50 km/h. Mas suas pernas mais grossas e curtas só permitiam essa velocidade em distâncias muito curtas.

Celurossauros e raptores - Pequenos carnívoros com uma estrutura leve, pernas longas, coluna flexível, era bem adaptados para velocidade. Provavelmente se moviam a cerca de 40 km/h quando corriam. É possível que alguns raptores podem ter desenvolvido 60 ou 70 km/h numa perseguição em longas distâncias.

Ornitomimossauros - Com certeza foram os mais velozes entre todos os dinossauros. Com corpos semelhantes ao de avestruzes e emas, é provável que fossem tão velozes quanto. Suas pernas longas permitiam velocidades altíssimas em longas distâncias. A média de velocidade em corrida é de 70 km/h, mas há quem defenda a idéia de que alguns desses animais podem ter alcançado mais de 100 km/h.

Cranios

Crânios

Muitos dinossauros ao longo da evolução desenvolveram estranhas estruturas em seus crânios. Sua função ainda é um mistério mas os paleontólogo há anos estão tentando decifrar o misterioso código dos crânios ornamentados.

Um dos primeiros dinossauros a apresentar alguma ornamentação craniana foi o Dilophosaurus. Esse carnívoro de 7 m de comprimento e 600 quilos viveu no início do Jurássico, há cerca de 190 milhões de anos. No topo de seu crânio existiam duas cristas em, vistas de frente, formavam um "V". Sua fragilidade descarta a possibilidade de servir de arma. Alguns paleontólogos acreditam que esses animais poderiam utilizar as cristas para intimidação. Algumas descobertas indicam que existia uma diferença de tamanho entre as cristas de machos e fêmeas, sendo as delas menores. Isso pode ser um indício de que a crista também poderiam servir como atrativo sexual, sendo utilizada pelo macho para conquistar fêmeas.

Na mesma época, mas no outro extremo do mundo viviam um outro carnívoro de porte semelhante ao do Dilophosaurus, com uma crista também bastante exótica. O Cryolophosaurus provavelmente usava sua estranha crista de maneira semelhante à do Dilophosaurus.

O Carnotaurus e o Ceratosaurus (abaixo) possuíam pequenos cornos no alto da cabeça. Inicialmente acreditou-se que poderiam ser usados para matar suas presas. Hoje porém acredita-se que pode ter tido função semelhante às dos carnívoros citados anteriormente.

Até mesmo dinossauros famosos como Allosaurus, Spinosaurus e Baryonyx tinham pequenas elevações no alto da cabeça, que podem ter sido apenas para ostentação.

Entre os pequenos terópodes, como o Oviraptor, a crista estava presente apenas nos machos. As fêmeas apenas apresentavam um pequeno calombo na ponta do bico. Nessa espécie a crista é um forte indicador de dimorfismo sexual.

Entre os vegetarianos destacam-se as cristas exóticas dos hadrossauros, ou dinossauros de bico-de-pato. Animais como o Parasaurolophus tinham longas cristas tubulares, ocas por dentro. Acredita-se que funcionavam como câmaras de ressonância, que amplificavam os sons emitidos por esses animais. Reconstruções em laboratório e programas de computador levaram os cientistas a conhecer o provável som emitido por esses animais. Semelhante a uma trombeta, diferia entre machos e fêmeas. Os machos, de cristas longas e quase retas emitiam sons muito altos e mais agudos, enquanto que as fêmeas, de cristas curtas e curvadas, emitiam sons baixos e graves.

Outras espécies de hadrossauros, com cristas de diferentes formatos provavelmente emitiam sons diversos. Alguns acreditam que essas diferenças eram cruciais para esses animais, uma vez que diferentes espécies conviviam juntas. Emitir sons diferentes evitaria confusão de comunicação entre membros de espécies diferentes. Esse provavelmente era o caso dos Corythosaurus e Lambeosaurus.

Outros hadrossauros não tinham cristas. No lugar delas desenvolveram focinhos com bolsas elásticas que desempenhavam função equivalente à de seus primos com crista.

Outro grupo que é sempre lembrado pelo formato de seu crânio é o dos paquicefalossauros. Acredita-se que esses dinos tenham aparecido pela primeira vez na Ásia há cerca de 95 milhões de anos. Os membros desse grupo são caracterizados por um crânio extremamente espesso, cuja função ainda intriga os especialistas. A maioria acredita que a função primordial desse "capacete" estava ligado à rituais de acasalamento e disputas por liderança.

Imagina-se que a espessura do crânio de tais herbívoros bípedes seria útil para proteger o cérebro desses animais durante ferozes batalhas de bater cabeças. Estudos em crânios de diversos indivíduos de Stegoceras mostraram que os machos realmente possuíam crânios mais espessos, o que serviria de forte indício para confirmar essa idéia. Como carneiros selvagens atuais, os machos deveriam bater ferozmente seus crânios até que um dos adversários desistisse. O vencedor ganhava o grupo e as fêmeas.

Costuma-se dividir os paqui em dois grandes grupos: os homalocéfalos e os paquicéfalossaurídeos. Os primeiros tinham crânios menos espessos e mais achatados, o que sugere que os combates deveriam ser do tipo "empurra-empurra". Já os últimos tinham crânios muito espessos e arredondados, o que para muitos significa combates do tipo "bate-cabeça".

Mas alguns paleontólogos mais recentemente têm rejeitado a teoria do combate cabeça contra cabeça. Eles afirmam que apesar de espesso, o formato arredondado faria com que o ponto de contato fosse pequeno, o que permitira erros de golpe e possíveis lesões graves. Eles acham que não seria interessante para esses animais serem feridos o tempo todo. Sendo assim eles propõem idéias alternativas, como por exemplo, golpes de cabeça contra as laterais do corpo, o que provocaria mais um leve desconforto do que propriamente uma lesão séria.

Alguns ainda propõem que na verdade os paqui usavam suas caudas para o combate, chicoteando os adversários.

Uma linha mais recente defende a idéia de que os crânios na verdade não eram usados para luta, mas apenas para exibição. Os defensores dessa idéia apontam a existência de grandes calombos ósseos nas laterais do crânio (em algumas espécies, como o Stygimoloch abaixo, esses calombos são enormes) que serviriam para deixar a aparência do animal ainda mais imponente e feroz.

Parentes dos paqui são os ceratopsianos. Os paleontólogos consideram estes como os dinossauros com os crânios mais impressionantes.

Suas cabeças, além da gorjeia óssea, eram ornamentadas com impressionantes cornos. Tanto os cornos como as gorjeias variavam em forma e tamanho de acordo com a espécie.

Entre os ceratopsianos mais desenvolvidos encontram-se 2 grandes grupos: os centrossaurídeos e os chasmossaurídeos.

Os centrossaurídeos, como o Styracosaurus e o Pachyrhinosaurus (abaixo), tinha gorjeias curtas. Normalmente os cornos que ficavam acima dos olhos eram pequenos e o corno nasal era muito longo.

Já os chasmossaurídeos, como o Torosaurus e o Triceratops (abaixo) tinham gorjeias longas, seus cornos orbitais também eram longos mas seu corno nasal era bem curto.

Há muito se discutia a real função de tais estruturas. Observando superficialmente é fácil imaginá-las como poderosas armas de ataque e defesa, especialmente se levarmos em conta que tais criaturas conviveram com poderosos carnívoros como os tiranossauros.

Mas nem tudo o que parece é.

Com relação aos cornos, apesar da aparência poderosa, estudos recentes demonstraram que eles na verdade eram bastante frágeis, podendo quebrar-se com facilidade. Infelizmente se isso ocorresse não haveria regeneração.

No caso do corno nasal de alguns centrossaurídeos, é provável que fossem usados mais para intimidação do que propriamente para ataque. Já os cornos orbitais dos chasmossaurídeos podem ainda ter sido usados para combates entre machos pela controle de um grupo ou posse da fêmeas.

Examinando os cornos de diversos Triceratops percebeu-se que haviam diferenças entre machos e fêmeas. Nas fêmeas eram mais curtos, curvados para frente e um pouco mias frágeis. Mas nos machos, eram longos e fortes, e curvados para frente e logo na ponta, para cima, o que é perfeito para combater sem arriscar tanto ferir seriamente o adversário. É provável que as lutas fossem um último recurso. Acredita-se que primeiramente os machos realizassem rituais de exibição.

Se nenhum deles cedesse, aí sim havia combate. É também provável que as lutas fossem rápidas e dificilmente haviam grandes ferimentos ou morte. Em geral o perdedor tinha ferido apenas seu orgulho.

Com relação às gorjeias, durante muito tempo cogitou-se que sua principal utilidade seria a de defender o frágil pescoço desses animais contra a mordida de predadores. Isso parece lógico, especialmente se observarmos o Triceratops, cuja gorjeia era sólida. Mas todos os outros ceratopsianos tinham grandes buracos nas gorjeias, provavelmente para torná-las mais leves. Esses buracos, quando os animais eram vivos preenchiam-se com pele e vasos sanguíneos. Um predador poderia facilmente causar danos sérios. O mais provável é que elas servissem apenas para intimidação. Alguns paleontólogos imaginam que os ceratopsianos e suas gorjeias eram ricamente coloridos, o que tornaria a intimidação ainda mais eficaz. Para incrementar ainda mais algumas espécies tinham longos calombos nas gorjeias, que os faziam parecer maiores e mais ferozes.

É provável que, quando ameaçados, os ceratopsianos, que viviam em rebanhos, formassem um círculo, com as cabeças para o lado de fora. Abaixando os focinhos e deixando a gorjeia e os cornos bem à mostra eles poderiam sacudir as cabeças dando um efeito tenebroso. Até os maiores predadores pensariam duas vezes antes de atacar. O colorido das gorjeias também poderiam ser usados para atrair fêmeas e intimidar rivais.